11/08/2017- Garça tem nova retração no Índice Firjan de Gestão Fiscal

Seção: Notícias Locais

Texto de Redação do Garca.com




Garça voltou a cair no IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal). Esse indicador é uma ferramenta de controle social que tem como objetivo estimular a cultura da responsabilidade administrativa, possibilitando maior aprimoramento da gestão fiscal dos municípios, bem como o aperfeiçoamento das decisões dos gestores públicos quanto à alocação dos recursos. Esse instrumento foi lançado em 2012 e anualmente apresenta os resultados referentes à situação fiscal de 4.544 municípios brasileiros.

No índice apresentado agora, referente ao ano de 2016, a cidade de Garça aparece na posição de número 985 no ranking nacional e no número 107 no ranking estadual, com o IFGF de 0,5643, numa escala de zero a um. Garça teve sua situação de gestão fiscal qualificada pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) com conceito "C", que significa "gestão em dificuldade".

Para a composição do IFGF, a Firjan leva em conta cinco diferentes quesitos. Em "Receita Própria" Garça recebeu o conceito "C" alcançando 0,5543 ponto; em "Gasto com Pessoal" o conceito foi melhor, "B", com 0,7650 ponto; em "Investimento" a cidade teve seu pior desempenho, com o menor conceito "D", ao ter apenas 0,0543 ponto; em "Liquidez", o conceito foi "B", com 0,7294 ponto; a melhor nota, "A", foi em "Custo da Dívida", com 0,9109 ponto.

Em 2015, a cidade havia registrado o IFGF de 0,5845, ficando na posição 780 no ranking nacional e 96 no estadual, ao passo que em 2014 atingiu a marca de 0,5891, ficando na posição 1.159 no ranking nacional e 169 no estadual. Já em 2013, o IFGF garcense foi de 0,6104, com a posição 733 no ranking nacional e 138 no estadual.

Na região Sudeste, 62,8% dos município se enquadram na mesma categoria que Garça, como “gestão em dificuldade”. No Estado, são 61,4% nesse enquadramento, enquanto no Brasil todo são 57,5% cidades entre a boa e a crítica gestão.

Os municípios brasileiros viraram o retrato da deterioração das finanças públicas do Brasil. Sem dinheiro em caixa, seja por causa da recessão que derrubou a arrecadação nacional ou por boa dose de má gestão, mais de duas mil prefeituras estão fora da lei.

Entre esses municípios, 937 deixaram de apresentar o balanço anual à Secretaria do Tesouro Nacional (STF), 575 estouraram o limite de gastos com pessoal no ano passado e outros 715 deixaram um rombo de R$ 6,3 bilhões de restos a pagar para a nova gestão municipal – medida que pode resultar até na prisão dos ex-prefeitos.

“Estamos vendo uma bomba prestes a explodir”, afirma o economista-chefe do Sistema Firjan, Guilherme Mercês, responsável pelo Índice Firjan de Gestão Fiscal.


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